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terça-feira, 5 de julho de 2011

Pra que serve a religião?

A palavra religião vem do latim religare que significa religar e dá a ideia de religar o homem a Deus, o pecador penitente com Seu Salvador misericordioso.
Deus criou o homem perfeito, mas ele pecou e caiu em estado de miséria. Dessa forma, um Deus de amor e bondade resolveu enviar Seu único Filho para morrer em lugar do pecador. Morrendo, Ele satisfez a justa ira de Deus por causa do pecado e nos salvou. Sua doutrina e Sua obra redentora foram propagadas e chegou a nós as Boas Novas da salvação. Assim, o irrequieto homem criou as religiões, cada uma com seu emblema de verdadeira, porém, sabemos que a verdade está somente em Deus e nas pessoas que se esforçam para cumprir Sua santa vontade, revelada nas Sagradas Escrituras.
No entanto, hoje existem muitas pessoas religiosamente “corretas” que usam o santo Nome de Deus para fazer o mal.
Umas dessas pessoas tem infernizado minha vida com comentários maldosos que, por fazer tudo na surdina, não pode ser processada enquanto não se levantar um filho de Deus para servir de testemunha. É claro que tenho toda a minha vida como testemunha do meu correto procedimento e não tenho nada com que me preocupar, pois inocente sou dessas acusações. Mas fico indignado ao ver esse demônio usando o Nome de Deus para fazer o mal. Sempre aparece com cara de anjo, abraça as pessoas, chama-as de “amadas”, mas é o mesmo demônio sujo de Gênesis e Apocalipse, que frequenta a renovação carismática, enganando e sendo enganado, e que não ama ninguém de verdade.
Diante dessa situação, eu fico pensando se não estou melhor como livre pensador, pois sei que sou fraco e sei que sou um pecador, mas tenho me esforçado para fazer as coisas certas e cultivo a sã doutrina por onde vou, semeando valores cristãos e familiares, negando a prostituição, o adultério, a malícia, a discriminação e o fuxico, veneno que pode destruir não somente uma pessoa, ou uma família, mas uma sociedade inteira.
Pense nisso quando se achar religioso(a), mas continuar tentando prejudicar pessoas inocentes!

Vamos falar de exclusão!

Aos dez anos de idade, tive uma professora que me bateu muito. Eu tinha vindo do sítio naquele tempo. Era pobre, simples e tinha a letra muito feia. É claro que queria ter uma letra bonita, mas eu simplesmente não conseguia. Ela chegava de manhã e ia direto ao meu caderno. Eu me sentava na primeira carteira, bem perto dela. Ela folheava meu caderno em busca de minha letra e então, sem aviso algum, desferia uma bofetada com toda a força que era capaz. Eu me lembro que chorava muito de dor, de vergonha e de humilhação por saber que os meninos e as meninas estavam vendo ela me bater daquele jeito. Eu não conversava na aula, pois era extremamente tímido! Também não era mau aluno, pois naquele ano ainda foi entregue o diploma da 4ª série e eu tirei a melhor média da sala: 94,0.
Quando me levantava de manhã e me arrumava pra ir à escola, eu punha minha blusa de flanela e, às vezes, ia descalço por não ter um calçado. Era simples e ingênuo como qualquer menino da roça. Caminhava tremendo de medo porque sabia muito bem que o “Bom dia” dela para mim seria uma tremenda bofetada em meu rosto! Tremia de medo, mas nunca faltei à aula e nunca contei para meus pais com medo de apanhar deles também! De todos os professores que tive, ela foi a única que me bateu! Eu me sentia excluído por ela, por ter a letra feia, por ser pobre, por ser simples, por não saber reclamar! Dos outros professores, nunca fui sequer repreendido!
Eu me senti excluído da minha família! Nunca fui aceito como sou! Minha família nunca me entendeu!
Também me senti excluído da vida! Não pude estudar como meus amigos e fui destinado pela vida a ir para a lavoura que eu detestava! E lá na lavoura me deixaram sempre o pior tipo de trabalho, excluindo-me de todas as oportunidades que teria para melhorar! Sempre sobrava para alguém, menos para mim!
Não precisei me desesperar: Deus mudou minha vida!!!
Quando Ele entrou em minha vida, me deu forças para lutar e para mudar minha sorte!
Transformou a vida de meu irmão Dorival, outro excluído da família, e nos aproximou para sermos amigos como poucos conseguiram nesta vida. Fomos mais do que isso! Fomos confidentes e cúmplices!
Então, num ímpeto de mudanças, eu consegui a profissão de caminhoneiro e saí da lavoura.
Ficando desempregado, fui estudar e tornei a melhorar, mudando de profissão várias vezes. Fui professor de informática, professor de português e realizei um sonho de criança: tornei-me escritor, hoje já com dois livros publicados pela editora Seven Systems e com alguns outros livros escritos aguardando apenas a oportunidade para serem publicados.
Louvado para sempre seja o Senhor do Universo!