Quero trabalhar na palavra a nossa essência: a condição humana, o existencialismo e a necessidade de ter e manter comunhão com o Todo-Poderoso! Vídeos, mensagens, banners, testemunhos e exposições da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e textos de ensinamento serão transmitidos para a edificação do povo de Deus! "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra, e crê naquEle que Me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." João 5:24
sábado, 17 de julho de 2021
Cinco Minutos
Como está o seu tempo?
No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
- Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho
deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou: -
Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
- Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco
minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua
bicicleta, para alegria de seu coração.
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente
chamou sua filha:
- Hora de irmos agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente -
comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano
passado por um motorista bêbado quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu
nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por
apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com
Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na
verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...
Em tudo na vida estabelecemos prioridades. Quais são
as suas?
Lembre-se: nem tudo o que importante é prioritário, e
nem tudo o que é necessário é indispensável! Dê, hoje, a alguém que você ama,
mais cinco minutos de seu tempo.
A. D.
Ações do cotidiano para um mundo melhor
Redação vencedora do concurso “Viver a cidadania”, promovido pelo Instituto Liberal de São Paulo, em 1994.
Sempre me pergunto por que as pessoas são tão insensíveis, por que a guerra, por que o ódio, destruindo tantas coisas belas e maravilhosas. Por toda parte só há maldade, inveja e egoísmo. É incrível notar que, depois de tanto progresso científico, o homem ainda não aprendeu a viver em paz com seu semelhante. Isto porque não sabe o valor que o ser humano tem. São pessoas que aprenderam a seguir o impulso dos seus instintos; só pensam em si, na satisfação dos seus prazeres, sem se importarem com o que sofrerá o seu próximo com as consequências dos seus caprichos.
Precisamos ver o mundo,
não como se estivesse à nossa disposição para dele desfrutarmos, mas vê-lo
como que precisando dele; não podendo perdê-lo por nada, pois tudo é
importante para nós.
Sempre disse que o maior
problema do mundo é a incompreensão. Esse é o
mal do mundo porque visamos somente os nossos interesses. Há
falhas e erros no ser humano, não vou negar, mas se todos temos falhas, por que
não ver que há um porquê para tudo que acontece ao nosso
redor?
A sensibilidade nos ajuda a
viver bem e em paz. Ser cordial e amigo, ser solícito, o que não é nenhuma
humildade, mas sim, nobreza. Pois, quem é o maior, o que está doente ou o que o
serve? E sempre nos sentimos bem e felizes quando alguém precisa de nós. As
pessoas procurar-nos-ão com maior confiança e liberdade quando souberem que
podem contar conosco.
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Aromas
O lugar é a Fafibe, em Bebedouro. O dia é uma quarta feira, 25 de
setembro de 2003, 19 horas e 10 minutos. Começa mais uma aula de Linguística
com a professora Norma Novaes. Hoje ela traz um frasco com ópio, dois baldes de
água, uma aula bem light e muita sensibilidade. Ela fala da importância da
valorização dos sentimentos humanos, do despertar a sensibilidade nos alunos,
tornando-os mais humanos, mais amorosos e mais sensíveis.
Sua experiência nesta aula
envolve duas pessoas com baldes para lavar as mãos dos demais, duas com toalhas
para enxugá-las, duas distribuindo gengibre, e uma música orquestrada como pano
de fundo.
Tal experiência traz uma
sensação agradável de contato humano, traz sentimentalismo, talvez morto,
talvez adormecido... traz lembranças... O cheiro aromático faz pensar em muitas
coisas mortas ou adormecidas que despertam suavemente em minha reminiscência.
Faz-me ver imagens adormecidas, sentir o calor abrasador do espírito e
experimentar o cheiro da saudade. Faz-me delirar em pensamentos vagos e
lembranças remotas de lugares ou pessoas que marcaram indelevelmente minha
vida. Então passo a falar, mas não sou eu. É meu coração, ou talvez minhas
memórias, ou, quem sabe ainda, meus sonhos adormecidos que falam de forma
abrasadora da solidão de toda uma vida desejosa de calor humano.
Vejo-me passeando por um jardim.
Divagando por ele, sinto o aroma das flores odorosas. Sinto o cheiro do amor,
da fertilidade, do pólen. Também sinto o cheiro de calor humano. Quando penso
nisso, lembro que existe tanta gente solitária, incompreendida, desejosa de
calor humano. Pessoas que talvez tenham tudo o que necessitam para viver:
alimento, conforto, luxo, fartura, mas talvez não tenham uma pessoa amiga que
lhes estenda a mão. Quantas vezes necessitamos tocar em alguém, sentir que não
estamos sozinhos, sentir um pouquinho de calor, ainda que seja uma migalha de
amor, uma centelha de vida que nos aqueça e nos faça acreditar que ainda vale a
pena continuar vivendo, e que ainda existe amor. Sim, porque muitas pessoas tem
amor pra esbanjar, e até pra pisar, se assim o desejarem, mas existem os
mendigos de vida. Aqueles que são capazes de fazer qualquer coisa pra pegar na
mão de alguém, pra sentir a mesma mão em seu ombro, ou no seu rosto. Braços nos
braços, mãos nas mãos, olhos nos olhos. Talvez um hálito quente em seu rosto
como o sopro de vida de Deus em Adão. Um simples bafejar de sonho ou de desejo.
Um toque na alma.
Quantos não dão valor ao
toque suave dos lábios em seu rosto! Quantos não apreciam o mágico roçar dos
lábios em seus lábios! Olhos cruzados! Lábios apertados! Mãos entrelaçadas!
Presos! Ligados! Emaranhados um no outro! Almas siamesas! Corações uníssonos!
Mentes telepáticas!
Enquanto isso, da esquina,
alguém olha e vê, e se desvanece como uma coluna de fumaça ao vento. Observa
tristemente o que lhe foi negado pela vida, desejando ao menos as migalhas que
caem da mesa do rico, mas até isso lhe é negado.
Se olharmos para os asilos,
encontraremos os velhinhos solitários, abandonados pelos filhos, pelos parentes
e pela vida. Há um clima gélido. Sinto cheiro de solidão, cheiro de abandono.
Não existe atenção! Não existe cuidado! Não existe amor!
No entanto, não são apenas os
velhinhos que estão só. Se olharmos atentamente, veremos que existem muitos
jovens, crianças e adultos internados nos asilos. Estão em todo lugar,
solitários, tristes, sem calor humano. Muitas vezes, estão bem pertinho de nós,
ao alcance das nossas mãos que não se estendem, de nossos braços que não
abraçam, de nossa boca que não beija, e não sorri, de nossa voz que não emite
nenhum som. Fomos nós quem os trancamos no asilo da vida.
Miguel R.
Silva
Eu e o menino que eu fui!
Eu sou o resíduo de um despertamento que varreu a Barra do Agudo nos anos oitenta. Nunca imaginei que minha vida sofreria tão grandes mudanças como as que se processaram naquela ocasião e que alteraram todo o curso da mesma, e ainda hoje trazem reflexos tão gloriosos quanto ao meu futuro.
Nasci num lar chamado cristão, o
qual, na verdade era uma mistura muito grande de doutrinas e nos deixava
confusos quanto à verdade. Meu pai, um homem rude do campo que não tinha tempo
para Deus, a não ser nos feriados e dias santos, ou nos tempos da reza de terço
e comemoração aos santos como em junho. Minha mãe, filha de uma família
espírita, recém-convertida ao catolicismo, passava o dia todo ouvindo a rádio
Aparecida e nos ensinando o que aprendia com os padres.
Da minha infância, tenho algumas lembranças aterrorizantes da repressão
violenta que sofriam as crianças por causa de suas naturais artes. Tenho também
outras lembranças ternas e meigas do encanto das primeiras descobertas sobre a
vida, das primeiras decepções, como o papai Noel e também de como amava minha
primeira família, mesmo tendo sido rejeitado como sempre me senti. Enfim, tudo
o que aconteceu contribuiu para a construção da pessoa que hoje me tornei. Por
isso, sou grato a Deus pelas provações e entendo que devo ser mais agradecido
do que sentir tristeza.
Minha mãe sempre diz que fui um bebê supertranquilo que não dava o mínimo
trabalho. Nem de fome chorava! Conta que certa vez esqueceu-se de mim e, ao
lembrar-se por volta das quinze horas, correu a preparar uma suculenta
mamadeira de maisena e eu a liquidei.
Quanto ao mais, minha memória
remonta por volta dos quatro anos e sempre me vejo assustado com tudo e com
todos. Fossem as surras que meus irmãos mais velhos levavam de vez em quando,
fossem os meninos maiores que gostavam de judiar dos menores, fosse o terror da
noite macabra e ruidosa do sertão, das longas noites de calor nas quais eu me
via obrigado a cobrir a cabeça com o cobertor para escapar dos demônios que
poderiam invadir nosso quarto para nos arrastar para o inferno, ou os
lobisomens, ou as mulas-sem-cabeça que passariam pelo buraco da fechadura.
Deus, para mim, era um ser distante e desinteressado do mundo das crianças como
os adultos que eu conhecia então.
Depois, veio o desejo de ir para
a escola! Queria aprender a ler! Queria dominar a leitura das historias de
contos de fadas e viver naquela ilha da fantasia que minha própria imaginação
criava.
O Natal era um encanto tão cheio de magia, pois todos os problemas se
resolveriam com um “simples” brinquedo que ganhasse do Papai Noel. Só que ele ia
apenas ao sítio dos Nacamura que moravam uns cem metros longe de nossa casa.
Porém, nunca fiquei aborrecido mais do que cinco minutos. Acho que,
inconscientemente, eu estava conformado com aquela vida pobre que vivia.
Lembro-me que sentia verdadeiro pavor em pensar que minha mãe poderia morrer.
Minha ida à escola foi um encanto para mim. Abrir minha bolsa e pegar meus
cadernos de brochura, meu lápis, minha borracha e minha caixinha de lápis de cor
de seis cores era a minha maior alegria. Contava os lápis e dizia em voz alta
as cores de cada um deles com a maior empolgação. Os meninos ricos nunca
saberão dessa felicidade que senti.
A noite sempre vinha cheia de
maus agouros e era exatamente por isso que, quando meu pai pegava a Cantena e
nos chamava para rezar, eu sentia certo alívio porque cria que aquelas rezas
espantariam os demônios que rondavam nossa casa.
Ah, como eu admirava meu pai! Era
um herói, sabia tudo, podia tudo, era o homem mais valente que eu jamais
conheceria, era legal, menos quando sua cinta deixava marcas de fogo em minhas
pernas que eu tentava proteger com as mãos para receber nelas os golpes de
fogo! Quanto terror!
Até hoje eu não sei se era feliz ou somente sinto o desejo de voltar lá e
corrigir o modo de vida daquele menino aterrorizado! Abraçar aquele pobre
menino carente e dizer a ele: “Você nunca estará sozinho! Jesus te ama! E
outras pessoas aprenderão a amar você também! Você tem muito potencial e Deus
está usando algumas circunstâncias para moldar você!” Nem que fosse somente
para fazê-lo sorrir mesmo que por um instante.
Quantas decepções eu tive na
vida!
quarta-feira, 14 de julho de 2021
50 anos
Tenho 50 anos. Já não sou mais jovem,
Mas tenho vida, tenho
segurança, tenho garantia da eternidade.
Ainda estou à procura da
mulher
Que sabe amar, que sabe
sonhar, que sabe ser cúmplice.
Tenho 50 anos e gosto da vida
Assim como ela gosta de mim.
Ainda não encontrei,
Mas eu bem sei
O que estou a procurar!
Ninguém é perfeito, ninguém,
infalível.
Mas ser humano é bastante
Emocionante
Desde que se aprenda a ser
tolerante,
A viver como irmãos.
Tenho 50 anos e eu aprendi
A gostar da vida, a gostar das
pessoas que gostam dela.
Aprendi que cada idade tem
sua beleza
E ao florescer
deve ter
muita nobreza.
A mulher que eu quero
Que, em sonhos, venero
Não é uma deusa!
Nem precisa ser modelo
de estrita beleza.
Deve apenas ser meiga e amorosa.
Também pode errar, pode ser
mesmo ingênua,
Mas deve entender
Quando acontecer
de encontrar a alma gêmea.
Essa idade em que estou
É a da fruta madura.
Que importa ser verde, ter
boa textura,
Se a fruta é azeda, tem
nódoa, amargura?
Esses meus 50 anos
São somente meus.
Quero vê-los bem vividos,
Em todos os sentidos,
Em todos os planos!
A lista dos meus livros escritos e publicados no site Clube de Autores
Aquela Primavera de 1972
À Sombra do Abismo
O Escolhido
Força para viver
Um Passeio no Formigueiro
Viagem ao Mundo Onírico
O Vaguear do Falcão
Estrelas errantes
Reminiscências de um anjo – Antes do Princípio
Reminiscências de um anjo – Terra da Promessa
Reminiscências de um anjo – O Príncipe
Sem Medo de Viver
Onirismo Insólito
O que aconteceu com as flores?
Um leão no meio das hienas
Devocional das Redes Sociais
Minha vida foi uma completa solidão! Quem não?
Sempre me encontrei sozinho!
A vida me reservou essa sina! Só na infância, só na adolescência, só no
trabalho, só nas tristezas e só nas minhas alegrias! Fui só em casa, só na
escola, só na vida!
Quando as coisas se
apertavam, eu tinha de me virar sozinho porque era assim que eu estava!
Sofri sozinho, me alegrei
sozinho, amei sozinho e me neutralizei sozinho também, tendo como Único
companheiro o Senhor! Ele me compreende, me consola e cuida de mim!
As decisões, as indecisões,
as doçuras e amarguras da vida me encontraram só!
Como em meio a multidão e não
ter com quem falar!
Falo, mas ninguém me entende!
Como é só meu caminhar!
Através de alguns instrumentos, o Senhor levou-me à Fafibe e deu-me formação superior, mas a formação mais apropriada, Ele me concede todos os dias na faculdade do deserto! Foi lá que Ele formou Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Elias e uma infinidade de pessoas que Ele usou!
Esse sou eu!
Em 23 de Setembro de 1959 nasce
Miguel Rodrigues da Silva na fazenda Santa Maria, de propriedade do Sr. Armando
Clé, no município de Terra Roxa, São Paulo.
Em 1967, aos sete anos, é matriculado
na Escola Mista da Fazenda Santa Maria, do mesmo proprietário. Morando no sítio
Matão, passa a cursar a segunda série na Escola Mista da Fazenda Paraíso em
1968, quando, no meio do ano, a família muda-se para a cidade. A professora não
lhe dá transferência, retendo-o pelo resto do ano.
Em 1969, passa a cursar a
terceira série no Grupo Escolar de Viradouro. No início desse ano, a família
muda-se para São Carlos, onde permanece quatro meses, regressando por falta de
emprego de seu pai.
Em 1973, vai para o seminário
dos padres estigmatinos em Ribeirão Preto, onde fica por quatro ou cinco meses,
retornando a Viradouro com a promessa de voltar mais tarde, o que nunca
aconteceu.
Em 1976, interrompe seus estudos
por motivo de trabalho na lavoura.
Dos quatorze aos
vinte e três anos foi roceiro, dos vinte e três aos vinte e seis, entregador de
canas em uma usina da região, dos vinte e seis até trinta e quatro,
caminhoneiro, e daí em diante professor de informática para adultos e crianças
em escolas particulares e municipais.
Regressou aos estudos
em 1992, aos trinta e dois anos, no CEESB (Centro Estadual de Ensino Supletivo
Hernani Nobre em Bebedouro), onde cursou da quinta série ao terceiro do
colegial.
Prosseguindo seus
estudos em 1995, cursou faculdade no primeiro, e em 96 no segundo ano de
Letras, quando interrompeu seus estudos novamente por motivos financeiros,
tendo concluído o segundo ano, trancando a matrícula no início de 1997. Voltou
à faculdade em 2003 para concluir o terceiro ano, sendo ainda professor de
computação numa escola municipalizada. Nesse mesmo ano prestou concurso para
PEB II e foi aprovado, sendo convocado pelo Estado em 2007 e tomando posse do
cargo de Português em 2008, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.
Casou-se aos vinte e um anos e,
desse casamento, nasceram quatro filhos. Escreveu o primeiro livro aos trinta e
cinco anos e, até o momento, consta-se pelo menos catorze trabalhos completos,
sendo todos publicados, e mais um que está sendo produzido.

