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sábado, 17 de julho de 2021

Batalha Espiritual - Billy Graham

A cruz está vazia!


 

Cinco Minutos

       Como está o seu tempo?

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.

Ela disse:

- Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

- Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

- Melissa, o que você acha de irmos?

- Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

- Hora de irmos agora?

Mas, outra vez Melissa pediu:

- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:

- Está certo!

- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.

O homem sorriu e disse:

- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...

Em tudo na vida estabelecemos prioridades. Quais são as suas?

Lembre-se: nem tudo o que importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável! Dê, hoje, a alguém que você ama, mais cinco minutos de seu tempo.


A. D.

Ações do cotidiano para um mundo melhor

 Redação vencedora do concurso “Viver a cidadania”, promovido pelo Instituto Liberal de São Paulo, em 1994.

 Sempre me pergunto por que as pessoas são tão insensíveis, por que a guerra, por que o ódio, destruindo tantas coisas belas e maravilhosas. Por toda parte só há maldade, inveja e egoísmo. É incrível notar que, depois de tanto progresso científico, o homem ainda não aprendeu a viver em paz com seu semelhante. Isto porque não sabe o valor que o ser humano tem. São pessoas que aprenderam a seguir o impulso dos seus instintos; só pensam em si, na satisfação dos seus prazeres, sem se importarem com o que sofrerá o seu próximo com as consequências dos seus caprichos.

Precisamos ver o mundo, não como se estivesse à nossa disposição para dele desfrutarmos, mas vê-lo como que precisando dele; não podendo perdê-lo por nada, pois tudo é importante para nós.

Sempre disse que o maior problema do mundo é a incompreensão. Esse é o mal do mundo porque visamos somente os nossos interesses. Há falhas e erros no ser humano, não vou negar, mas se todos temos falhas, por que não ver que há um porquê para tudo que acontece ao nosso redor?

A sensibilidade nos ajuda a viver bem e em paz. Ser cordial e amigo, ser solícito, o que não é nenhuma humildade, mas sim, nobreza. Pois, quem é o maior, o que está doente ou o que o serve? E sempre nos sentimos bem e felizes quando alguém precisa de nós. As pessoas procurar-nos-ão com maior confiança e liberdade quando souberem que podem contar conosco.

E se o mundo resolver sentir a necessidade que temos de pessoas amigas; começar a se olhar nos olhos, não com crítica, não com censura, não com ar de autoridade ou posse, mas com sensibilidade e amor, dando-se as mãos, começando a compreender as falhas uns dos outros, dando a cada um o direito de viver a sua vida, aprendendo a servir uns aos outros, então, o mundo será um mundo de paz e tornar-se-á um refúgio mais alegre e mais doce, e a vida será muito mais fácil de viver.

Uma grande verdade


 

Mineiro invadiu o sistema do TSE

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Aromas

 

O lugar é a Fafibe, em Bebedouro. O dia é uma quarta feira, 25 de setembro de 2003, 19 horas e 10 minutos. Começa mais uma aula de Linguística com a professora Norma Novaes. Hoje ela traz um frasco com ópio, dois baldes de água, uma aula bem light e muita sensibilidade. Ela fala da importância da valorização dos sentimentos humanos, do despertar a sensibilidade nos alunos, tornando-os mais humanos, mais amorosos e mais sensíveis.

Sua experiência nesta aula envolve duas pessoas com baldes para lavar as mãos dos demais, duas com toalhas para enxugá-las, duas distribuindo gengibre, e uma música orquestrada como pano de fundo.

Tal experiência traz uma sensação agradável de contato humano, traz sentimentalismo, talvez morto, talvez adormecido... traz lembranças... O cheiro aromático faz pensar em muitas coisas mortas ou adormecidas que despertam suavemente em minha reminiscência. Faz-me ver imagens adormecidas, sentir o calor abrasador do espírito e experimentar o cheiro da saudade. Faz-me delirar em pensamentos vagos e lembranças remotas de lugares ou pessoas que marcaram indelevelmente minha vida. Então passo a falar, mas não sou eu. É meu coração, ou talvez minhas memórias, ou, quem sabe ainda, meus sonhos adormecidos que falam de forma abrasadora da solidão de toda uma vida desejosa de calor humano.

Vejo-me passeando por um jardim. Divagando por ele, sinto o aroma das flores odorosas. Sinto o cheiro do amor, da fertilidade, do pólen. Também sinto o cheiro de calor humano. Quando penso nisso, lembro que existe tanta gente solitária, incompreendida, desejosa de calor humano. Pessoas que talvez tenham tudo o que necessitam para viver: alimento, conforto, luxo, fartura, mas talvez não tenham uma pessoa amiga que lhes estenda a mão. Quantas vezes necessitamos tocar em alguém, sentir que não estamos sozinhos, sentir um pouquinho de calor, ainda que seja uma migalha de amor, uma centelha de vida que nos aqueça e nos faça acreditar que ainda vale a pena continuar vivendo, e que ainda existe amor. Sim, porque muitas pessoas tem amor pra esbanjar, e até pra pisar, se assim o desejarem, mas existem os mendigos de vida. Aqueles que são capazes de fazer qualquer coisa pra pegar na mão de alguém, pra sentir a mesma mão em seu ombro, ou no seu rosto. Braços nos braços, mãos nas mãos, olhos nos olhos. Talvez um hálito quente em seu rosto como o sopro de vida de Deus em Adão. Um simples bafejar de sonho ou de desejo. Um toque na alma.

Quantos não dão valor ao toque suave dos lábios em seu rosto! Quantos não apreciam o mágico roçar dos lábios em seus lábios! Olhos cruzados! Lábios apertados! Mãos entrelaçadas! Presos! Ligados! Emaranhados um no outro! Almas siamesas! Corações uníssonos! Mentes telepáticas!

Enquanto isso, da esquina, alguém olha e vê, e se desvanece como uma coluna de fumaça ao vento. Observa tristemente o que lhe foi negado pela vida, desejando ao menos as migalhas que caem da mesa do rico, mas até isso lhe é negado.

Se olharmos para os asilos, encontraremos os velhinhos solitários, abandonados pelos filhos, pelos parentes e pela vida. Há um clima gélido. Sinto cheiro de solidão, cheiro de abandono. Não existe atenção! Não existe cuidado! Não existe amor!

No entanto, não são apenas os velhinhos que estão só. Se olharmos atentamente, veremos que existem muitos jovens, crianças e adultos internados nos asilos. Estão em todo lugar, solitários, tristes, sem calor humano. Muitas vezes, estão bem pertinho de nós, ao alcance das nossas mãos que não se estendem, de nossos braços que não abraçam, de nossa boca que não beija, e não sorri, de nossa voz que não emite nenhum som. Fomos nós quem os trancamos no asilo da vida.

 

Miguel R. Silva

Eu e o menino que eu fui!

Eu sou o resíduo de um despertamento que varreu a Barra do Agudo nos anos oitenta. Nunca imaginei que minha vida sofreria tão grandes mudanças como as que se processaram naquela ocasião e que alteraram todo o curso da mesma, e ainda hoje trazem reflexos tão gloriosos quanto ao meu futuro.

Nasci num lar chamado cristão, o qual, na verdade era uma mistura muito grande de doutrinas e nos deixava confusos quanto à verdade. Meu pai, um homem rude do campo que não tinha tempo para Deus, a não ser nos feriados e dias santos, ou nos tempos da reza de terço e comemoração aos santos como em junho. Minha mãe, filha de uma família espírita, recém-convertida ao catolicismo, passava o dia todo ouvindo a rádio Aparecida e nos ensinando o que aprendia com os padres.
Da minha infância, tenho algumas lembranças aterrorizantes da repressão violenta que sofriam as crianças por causa de suas naturais artes. Tenho também outras lembranças ternas e meigas do encanto das primeiras descobertas sobre a vida, das primeiras decepções, como o papai Noel e também de como amava minha primeira família, mesmo tendo sido rejeitado como sempre me senti. Enfim, tudo o que aconteceu contribuiu para a construção da pessoa que hoje me tornei. Por isso, sou grato a Deus pelas provações e entendo que devo ser mais agradecido do que sentir tristeza.
Minha mãe sempre diz que fui um bebê supertranquilo que não dava o mínimo trabalho. Nem de fome chorava! Conta que certa vez esqueceu-se de mim e, ao lembrar-se por volta das quinze horas, correu a preparar uma suculenta mamadeira de maisena e eu a liquidei.

Quanto ao mais, minha memória remonta por volta dos quatro anos e sempre me vejo assustado com tudo e com todos. Fossem as surras que meus irmãos mais velhos levavam de vez em quando, fossem os meninos maiores que gostavam de judiar dos menores, fosse o terror da noite macabra e ruidosa do sertão, das longas noites de calor nas quais eu me via obrigado a cobrir a cabeça com o cobertor para escapar dos demônios que poderiam invadir nosso quarto para nos arrastar para o inferno, ou os lobisomens, ou as mulas-sem-cabeça que passariam pelo buraco da fechadura.
Deus, para mim, era um ser distante e desinteressado do mundo das crianças como os adultos que eu conhecia então.

Depois, veio o desejo de ir para a escola! Queria aprender a ler! Queria dominar a leitura das historias de contos de fadas e viver naquela ilha da fantasia que minha própria imaginação criava.
O Natal era um encanto tão cheio de magia, pois todos os problemas se resolveriam com um “simples” brinquedo que ganhasse do Papai Noel. Só que ele ia apenas ao sítio dos Nacamura que moravam uns cem metros longe de nossa casa. Porém, nunca fiquei aborrecido mais do que cinco minutos. Acho que, inconscientemente, eu estava conformado com aquela vida pobre que vivia. Lembro-me que sentia verdadeiro pavor em pensar que minha mãe poderia morrer.
Minha ida à escola foi um encanto para mim. Abrir minha bolsa e pegar meus cadernos de brochura, meu lápis, minha borracha e minha caixinha de lápis de cor de seis cores era a minha maior alegria. Contava os lápis e dizia em voz alta as cores de cada um deles com a maior empolgação. Os meninos ricos nunca saberão dessa felicidade que senti.

A noite sempre vinha cheia de maus agouros e era exatamente por isso que, quando meu pai pegava a Cantena e nos chamava para rezar, eu sentia certo alívio porque cria que aquelas rezas espantariam os demônios que rondavam nossa casa.

Ah, como eu admirava meu pai! Era um herói, sabia tudo, podia tudo, era o homem mais valente que eu jamais conheceria, era legal, menos quando sua cinta deixava marcas de fogo em minhas pernas que eu tentava proteger com as mãos para receber nelas os golpes de fogo! Quanto terror!
Até hoje eu não sei se era feliz ou somente sinto o desejo de voltar lá e corrigir o modo de vida daquele menino aterrorizado! Abraçar aquele pobre menino carente e dizer a ele: “Você nunca estará sozinho! Jesus te ama! E outras pessoas aprenderão a amar você também! Você tem muito potencial e Deus está usando algumas circunstâncias para moldar você!” Nem que fosse somente para fazê-lo sorrir mesmo que por um instante.

Quantas decepções eu tive na vida!

 

Testemunho de uma médica Cubana, que agora mora no Brasil.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

50 anos

Tenho 50 anos. Já não sou mais jovem,

Mas tenho vida, tenho segurança, tenho garantia da eternidade.

Ainda estou à procura da mulher

Que sabe amar, que sabe sonhar, que sabe ser cúmplice.

 

Tenho 50 anos e gosto da vida

Assim como ela gosta de mim.

Ainda não encontrei,

Mas eu bem sei

O que estou a procurar!

 

Ninguém é perfeito, ninguém, infalível.

Mas ser humano é bastante

Emocionante

Desde que se aprenda a ser tolerante,

A viver como irmãos.

 

Tenho 50 anos e eu aprendi

A gostar da vida, a gostar das pessoas que gostam dela.

Aprendi que cada idade tem sua beleza

E ao florescer

deve ter

muita nobreza.

 

A mulher que eu quero

Que, em sonhos, venero

Não é uma deusa!

Nem precisa ser modelo

de estrita beleza.

 

Deve apenas ser meiga e amorosa.

Também pode errar, pode ser mesmo ingênua,

Mas deve entender

Quando acontecer

de encontrar a alma gêmea.

 

Essa idade em que estou

É a da fruta madura.

Que importa ser verde, ter boa textura,

Se a fruta é azeda, tem nódoa, amargura?

 

Esses meus 50 anos

São somente meus.

Quero vê-los bem vividos,

Em todos os sentidos,

Em todos os planos! 

A lista dos meus livros escritos e publicados no site Clube de Autores

Aquela Primavera de 1972

À Sombra do Abismo

O Escolhido

Força para viver

Um Passeio no Formigueiro

Viagem ao Mundo Onírico

O Vaguear do Falcão

Estrelas errantes

Reminiscências de um anjo – Antes do Princípio

Reminiscências de um anjo – Terra da Promessa

Reminiscências de um anjo – O Príncipe

Sem Medo de Viver

Onirismo Insólito

O que aconteceu com as flores?

Um leão no meio das hienas

Devocional das Redes Sociais 

Minha vida foi uma completa solidão! Quem não?

Sempre me encontrei sozinho! A vida me reservou essa sina! Só na infância, só na adolescência, só no trabalho, só nas tristezas e só nas minhas alegrias! Fui só em casa, só na escola, só na vida!

Quando as coisas se apertavam, eu tinha de me virar sozinho porque era assim que eu estava!

Sofri sozinho, me alegrei sozinho, amei sozinho e me neutralizei sozinho também, tendo como Único companheiro o Senhor! Ele me compreende, me consola e cuida de mim!

As decisões, as indecisões, as doçuras e amarguras da vida me encontraram só!

Como em meio a multidão e não ter com quem falar!

Falo, mas ninguém me entende! Como é só meu caminhar!

 Através de alguns instrumentos, o Senhor levou-me à Fafibe e deu-me formação superior, mas a formação mais apropriada, Ele me concede todos os dias na faculdade do deserto! Foi lá que Ele formou Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Elias e uma infinidade de pessoas que Ele usou! 

Esse sou eu!

 

Em 23 de Setembro de 1959 nasce Miguel Rodrigues da Silva na fazenda Santa Maria, de propriedade do Sr. Armando Clé, no município de Terra Roxa, São Paulo.

Em 1967, aos sete anos, é matriculado na Escola Mista da Fazenda Santa Maria, do mesmo proprietário. Morando no sítio Matão, passa a cursar a segunda série na Escola Mista da Fazenda Paraíso em 1968, quando, no meio do ano, a família muda-se para a cidade. A professora não lhe dá transferência, retendo-o pelo resto do ano.

Em 1969, passa a cursar a terceira série no Grupo Escolar de Viradouro. No início desse ano, a família muda-se para São Carlos, onde permanece quatro meses, regressando por falta de emprego de seu pai.

Em 1973, vai para o seminário dos padres estigmatinos em Ribeirão Preto, onde fica por quatro ou cinco meses, retornando a Viradouro com a promessa de voltar mais tarde, o que nunca aconteceu.

Em 1976, interrompe seus estudos por motivo de trabalho na lavoura.

Dos quatorze aos vinte e três anos foi roceiro, dos vinte e três aos vinte e seis, entregador de canas em uma usina da região, dos vinte e seis até trinta e quatro, caminhoneiro, e daí em diante professor de informática para adultos e crianças em escolas particulares e municipais.

Regressou aos estudos em 1992, aos trinta e dois anos, no CEESB (Centro Estadual de Ensino Supletivo Hernani Nobre em Bebedouro), onde cursou da quinta série ao terceiro do colegial.

Prosseguindo seus estudos em 1995, cursou faculdade no primeiro, e em 96 no segundo ano de Letras, quando interrompeu seus estudos novamente por motivos financeiros, tendo concluído o segundo ano, trancando a matrícula no início de 1997. Voltou à faculdade em 2003 para concluir o terceiro ano, sendo ainda professor de computação numa escola municipalizada. Nesse mesmo ano prestou concurso para PEB II e foi aprovado, sendo convocado pelo Estado em 2007 e tomando posse do cargo de Português em 2008, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.

Casou-se aos vinte e um anos e, desse casamento, nasceram quatro filhos. Escreveu o primeiro livro aos trinta e cinco anos e, até o momento, consta-se pelo menos catorze trabalhos completos, sendo todos publicados, e mais um que está sendo produzido.