25 de junho de 2013.
Penso em tudo que aconteceu e sinto a amargura da saudade
corroendo meu peito pela ausência de um filho que está distante de mim há mais
de 3 anos.
Eu morava em Sumaré, SP, quando ele decidiu ir embora de
casa. Foi passear e voltou. Foi novamente e não voltou mais. Passou-se o ano de
2010. Aquele ano foi decisivo para mim, pois um filho estava longe do meu teto,
vivendo com uma pessoa que ninguém da família aprovou. E agora, este havia
saído também! Passei o final do ano e as férias com minha família em Viradouro
e no final de janeiro fui com todos à atribuição em Hortolândia, passando na
volta por Brotas. Para meu desespero, pude ver meu filho morando de favor na
casa de outra pessoa, seu pretenso sogro. Meu coração doeu! O filho tão amado e
tão bem cuidado vivia uma vida desprezível, servindo apenas de muleta e sendo
tão maltratado.
2011 foi um ano bom pra mim, exceto pelo fato de ver meu
filho perdido nos caminhos da vida. Clamei ao meu Salvador por ele o ano todo.
Naquele ano consegui minha remoção para Cravinhos e me preparei para voltar
para casa, mas ficaria ainda mais distante do meu filho.
Em agosto daquele mesmo ano, o Senhor resgatou meu filho
George de sua perdição e ele voltou para casa, seguindo em janeiro de 2012 para
Viradouro. Contudo, o Ivan ficava tão distante quanto inacessível para todos
nós!
29 de junho de 2013.
Toda viagem que faço para Uberaba passo na estrada de Morro
Agudo na ida e na volta. É impossível passar por ali sem me lembrar do meu
filho Ivan, agora tão distante de mim. A saudade é corrosiva! Íamos aos cultos
em Morro Agudo, na igreja do pastor Lourival, pois ele tinha um encanto enorme
pelo povo dali, daí sua desilusão quando eles não vieram vê-lo em sua
enfermidade. Sempre viajávamos no entardecer quando a noite cobria aquelas
paragens com seu negro manto e sempre ouvia o tilintar do celular. Era meu
irmão Dorival querendo dar dois dedos de prosa comigo. Ivan era novo de carta e
ia dirigindo. Antes da ligação íamos conversando sobre vários assuntos e nunca
estivemos tão próximos como naqueles dias.
Mas aqueles dias passaram. Eu fui embora para Sumaré,
atendendo uma convocação e o deixei aqui, crendo que o encontraria quando
voltasse, mesmo não sabendo quando voltaria, ou se voltaria. Contudo, quando
voltei quatro anos depois, não o encontrei mais. Ele tinha seguido seu destino.
Havia partido em busca de sua felicidade e nos deixou. Deixou seu lugar tão
vazio, tão frio, tão saudoso que, mesmo sabendo que ele está bem, perco muitas
vezes o ânimo de viver. Queria que ele voltasse! Que ocupasse seu lugar e que,
quando tivesse que ir embora, que fosse para um lugar não tão distante de nós e
que pudéssemos vê-lo quando batesse a saudade!
Por que você teve que ir para tão longe de nós e para alguém
que o separa de nós, que o amamos tanto? Por que não esperou em Deus, O qual
arranjaria uma esposa digna para você?
Volte, meu filho, abaixe sua cabeça e volte! Nós te
esperamos sem nos cansar, pois tudo que queremos agora é que você volte para o
seu lugar e confirmamos isso diante do Senhor!