A Besta De Mil Cabeças
Na mitologia de muitos países encontramos imagens e narrativas sobre monstros e
bestas terríveis e ameaçadoras.
Muitos analisam essas
histórias mitológicas dentro dos contextos de cada civilização, e todos
praticamente chegam à conclusão que essas fábulas tratam de dar imagens mais
concretas a uma série de medos e temores inexplicáveis, criando ao mesmo tempo
mitos heroicos.
Essas histórias fantásticas
deixam de nos preocupar ao crescer, e nós adultos entendemos perfeitamente que
esses dragões com asas, essas bestas terríveis são fantasias que podemos
encontrar unicamente nos livros ou na indústria cinematográfica de alta
tecnologia - sabemos que não são realidade.
Tampouco gostaríamos que
fossem uma realidade - uma besta que tem mil cabeças, que pode atacar em muitos
lugares ao mesmo tempo, que pode disfarçar-se com sistemas de camuflagem
sofisticados, sendo, às vezes, não só irreconhecível senão também
invisível, com algumas cabeças que são venenosas e outras muito destruidoras,
uma besta sem alma, sem sentimentos, sem escrúpulos, uma besta que assassina,
violenta cegamente - seria uma realidade realmente assustadora.
Pensem bem: qual seria a sua
reação se lhes dissessem que essa besta atualmente existe, e que neste mesmo momento
está atacando em algum lugar do planeta, e também está preparando mais ataques
para os próximos dias e para os próximos meses? E que num desses ataques,
imprevisto, pode ser em seu país, contra seus vizinhos, contra vocês mesmos?
Obviamente se ririam e
responderiam: "Bobagem! Essas são histórias infantis; que imaginação tem
você, tão absurda!"
Porém, se depois de algum
tempo, a besta atacasse algum país, alguma cidade que tenham ouvido de nome ou
tenham visto na televisão, alguma família conhecida, se essa besta se
transformasse em uma realidade assustadora e perigosa, vocês se dirigiriam a
seu governo, às forças armadas de seu país, e pediriam, aos gritos, proteção,
porque toda pessoa tem direito a receber proteção e segurança das instituições
do país onde vive.
E o país, através dessas
instituições, faria o que está a seu alcance para destruir a besta. Porque todo
país é responsável pela defesa de seus cidadãos, sua propriedade, seu
território.
A besta existe.
E é muito... muito perigosa realmente,
porque possui todas as características que já temos nomeado: não tem alma nem
escrúpulos, está disfarçada de muitas formas, inclusive é invisível às vezes.
Também mata de diversas maneiras, usando explosivos, venenos, fogo, armas de
fogo, granadas etc.
Alguns governos têm medo de
que um ataque possa já estar sendo preparado contra seu país; outros já estão
sofrendo algum tipo de ataque da besta.
Muitos creem que,
oferecendo-lhe sacrifícios humanos, dando-lhe dinheiro e outros benefícios, ou
cantando-lhe canções, poderão acalmá-la, suavizar suas ações, evitar que eles
estejam entre os atacados. Alguns governos estão dispostos, inclusive, a
oferecer-lhe outros países inteiros no desejo de que tome outro rumo e não se
vejam afetados por sua maldade.
A besta os olha e se ri
deles, joga com eles até o momento em que decida pisoteá-los e vê-los sofrer. A
besta os despreza.
Outros governos têm decidido
enfrentá-la, lutam contra a besta em vários lugares do mundo, e uma ou outra
vez conseguem alguma vitória.
Porém apenas uma cabeça é
eliminada quando outra aparece em seu lugar, atacando em outro ponto.
A besta é muito forte, muito poderosa.
Já tem atacado em Buenos
Aires, Kenya, Madrid, Nova York, Jerusalém, Tel Aviv, Londres, Beirute, Indonésia,
Egito, Índia...
Muitos governos já consideram
perdida a luta e, inclusive pedem aos que lutam contra a besta que não o façam,
que isso a enfurece mais ainda. Pedem que a deixem tranquila, que não a
provoquem, e assim creem que se acalmará.
E a besta se ri mais ainda...
e os despreza.
Porém a besta, ainda que
tenha muitas cabeças, tem poucos corações. Muito poucos.
A única forma de eliminar a
besta é destruindo seus corações.
Sabemos onde estão, ou pelo
menos quase todos eles.
O que faz falta é união e
decisão - a coragem para destruir esses corações, onde estão instalados a
ignorância, o fanatismo, o ódio, o terror e o desprezo mais absoluto pela vida
humana.
Enquanto os governos de
muitos países, apoiados por pseudo-intelectuais de mesas de café e
pseudo-revolucionários que dormem em deliciosas camas, tratem de acalmar a
besta com música e sacrifícios de diversas cores e duvidosos encantos, ela
seguirá rindo-se, e seguirá matando, revolvendo-se na pobreza das massas
ignorantes que domina.
A besta já está aqui!
A besta tem nome!
SE CHAMA FANATISMO ISLÂMICO,
SE CHAMA "JIHAD" - "GUERRA SANTA"!
O pesadelo existe, e não
conseguiremos fazê-lo desaparecer simplesmente fechando os olhos.
O Islã tem 1.300.000.000
seguidores. Deles, queremos crer que a imensa maioria, 99%, são pessoas que
querem viver uma vida normal, criar seus filhos e educá-los civilizadamente.
Se apenas um por cento forma
parte da besta, isso significa um milhão e trezentos mil indivíduos que
apoiam o terror e o assassinato.
Não os acalmará nenhum tipo
de música, nenhum sacrifício financeiro ou humano.
A besta não segue pautas de
conduta civilizada, não tem consciência nem remorsos, não tem ideais, não tem
vergonha e nem tem medo.
Hoje ela joga com os que a
adoram e a lisonjeiam, a respeitam e a tratam cuidadosamente. Chegado o dia, os
atacará a eles também.
A besta, hoje, está ganhando
a guerra que denomina "santa".
E está ganhando simplesmente
porque muitos são os que ainda temem chamá-la por seu nome: "Imunda".
Dr. Yehuda Hochmann
Instituto Bíblico Netivyah
Jerusalém, Israel
O Povo de Israel Não
Está Disposto a Sofrer o Que o Povo da Tchecoeslováquia Sofreu
Antes da Segunda Guerra Mundial.
Tradução: Pedro A. Cardoso