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sábado, 25 de junho de 2022

A História de Jim

 Um pastor passeava pela igreja, ao meio-dia, quando decidiu fazer uma pausa e observar as pessoas que entravam para orar.

Em seguida, a porta se abriu e um homem adentrou pelo corredor central. O pastor notou que não se barbeava e nem mesmo um banho tomava há algum tempo. Sua camisa estava esfarrapada e o casaco que usava estava bastante surrado. O homem se ajoelhou, inclinou a sua cabeça, depois se levantou e foi embora.

Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a situação se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado a marmita com o seu almoço.

Bem, a curiosidade do pastor crescia. Então decidiu se aproximar dele e lhe perguntar:

- Bom dia! Posso ajudá-lo?

O velho homem, notando a preocupação estampada no olhar do servo do Senhor, explicou que trabalhava numa fábrica num outro bairro da cidade. O almoço havia sido a meia hora atrás e ele reservava o tempo restante para orar, e assim encontrar forças e poder para enfrentar as lutas diárias.

- Então, fico apenas alguns momentos, porque a fábrica fica muito longe daqui; enquanto estou prostrado conversando com o Senhor, é como se Lhe dissesse: - “Estou aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos, pois o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso no Senhor todos os dias. Assim, Yeshua, hoje estou aqui, o Jim, só checando.”

O pastor, ficou emocionado com a história de Jim e disse que ele seria muito bem-vindo à Casa de Deus sempre que desejasse.

- É hora de ir, disse Jim sorrindo. Agradeceu e se dirigiu rapidamente para porta.

O pastor ajoelhou-se e glorificou a Deus por Jim, pois a história de vida, de amor e de gratidão daquele humilde homem aqueceu o seu coração e o fez ter um encontro mais profundo com Yeshua.

Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, repetiu a oração do velho Jim: “Eu vim aqui, Senhor, pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e pois o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso no Senhor todos os dias. Assim, Yeshua, hoje estou aqui, só checando.”

Um dia, quando passou o meio-dia, o pastor notou que Jim não apareceu. Percebendo que sua ausência se estendeu por dias, começou a ficar preocupado. Foi até a fábrica, perguntou por ele e descobriu que estava enfermo.

O pastor foi até o hospital em que Jim estava internado e ficou espantado com o que viu. Durante a semana em que Jim esteve com eles, mudou a rotina da enfermaria. Sua alegria era contagiante. Divertir e alegrar as pessoas era o seu prêmio.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão gentil e simpático como Jim não recebia flores, telefonemas ou cartões de amigos ou parentes e não recebia visitas.

Ao encontrá-lo o pastor se colocou ao lado de sua cama, quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar.

Surpreso com o comentário, o velho Jim virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:

- Ela está enganada! Mal sabe que, todo esse tempo que estou aqui, ao meio-dia, recebo uma Ilustre visita, um querido Amigo meu, que Se senta bem junto a mim, segura a minha mão, se inclina em minha direção e diz: - “Eu vim só pra te dizer quão feliz Eu Sou desde que nos tornamos amigos, e Eu te livrei dos seus pecados. Eu amo ouvi-lo quando ora e penso em você todos os dias. Assim, Eu, Yeshua, estou hoje aqui, só checando.

 

Yeshua disse: “Porque qualquer que de Mim e das Minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na Sua glória e na do Pai e dos santos anjos.”
Lucas 9:26

 

Que você possa sentir que Deus o segura com a Sua Destra e ordena que Seus Anjos que te protejam!

 

Transcrito e Adaptado

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Artista de Teatro

Que histórias maravilhosas vemos encenadas no teatro, na televisão, no rádio, nas ruas e no circo. Pessoas encarnam personagens e nos contam histórias vivas. Nos emocionam, nos fazem rir e até ficamos indignados!

Dar vida à histórias e personagens é um talento humano, mas o que Deus dá ao cristão não é um papel ou um personagem, mas a própria vida e poder Dele para viver cada dia, cada situação, cada alegria e cada tragédia.

É importante perceber que facilmente o ser humano pode fazer da igreja um teatro. Aí surge a confusão. Jesus advertiu e os discípulos confirmavam o erro de se viver a vida com Deus como se fosse uma peça de teatro. A hipocrisia é um disfarce que Jesus arrancou de muitos religiosos. Ele disse: "E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa" (Mateus 6:5).

Os artistas de teatro ensinam lições morais, mas quem é discípulo que segue a Jesus torna-se servo de Deus. Não é suficiente fazer milagres, exorcismos sem intimidade com Jesus. Isso é fazer teatro, isso não é fé! A admiração dos artistas de teatro pode ser interessante, mas o servo de Deus não é um artista, é um discípulo de Jesus.

 

A. D.

domingo, 19 de junho de 2022

Amizade Não Se Vende, Nem Compra, Se Conquista!

 

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.  Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-latas branco e preto que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados. Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ele ganhava dava primeiro para o malhado que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco.

Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão Bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor que Serapião levava. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado. Perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter ideia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam à toa pelas ruas.

- Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.

- Como vocês se ajudam, perguntei.

- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, perguntei:

- Serapião, você tem algum desejo de vida?

- Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.

- Só isso, indaguei.

- É, no momento é só isso o que eu desejo.

- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.  Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.

Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.

- Por que você deu para o Malhado logo a salsicha, perguntei intrigado.

Ele, com a boca cheia, respondeu:

- Para o melhor amigo, o melhor pedaço.

E continuou comendo, alegre e satisfeito. Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e saí pensando com os meus botões:

“Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. E saber reconhecer neles o seu real valor, agindo em consonância. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:

 

“PARA O MELHOR AMIGO, O MELHOR PEDAÇO”.

 

A.  D.