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sábado, 17 de julho de 2021

Ações do cotidiano para um mundo melhor

 Redação vencedora do concurso “Viver a cidadania”, promovido pelo Instituto Liberal de São Paulo, em 1994.

 Sempre me pergunto por que as pessoas são tão insensíveis, por que a guerra, por que o ódio, destruindo tantas coisas belas e maravilhosas. Por toda parte só há maldade, inveja e egoísmo. É incrível notar que, depois de tanto progresso científico, o homem ainda não aprendeu a viver em paz com seu semelhante. Isto porque não sabe o valor que o ser humano tem. São pessoas que aprenderam a seguir o impulso dos seus instintos; só pensam em si, na satisfação dos seus prazeres, sem se importarem com o que sofrerá o seu próximo com as consequências dos seus caprichos.

Precisamos ver o mundo, não como se estivesse à nossa disposição para dele desfrutarmos, mas vê-lo como que precisando dele; não podendo perdê-lo por nada, pois tudo é importante para nós.

Sempre disse que o maior problema do mundo é a incompreensão. Esse é o mal do mundo porque visamos somente os nossos interesses. Há falhas e erros no ser humano, não vou negar, mas se todos temos falhas, por que não ver que há um porquê para tudo que acontece ao nosso redor?

A sensibilidade nos ajuda a viver bem e em paz. Ser cordial e amigo, ser solícito, o que não é nenhuma humildade, mas sim, nobreza. Pois, quem é o maior, o que está doente ou o que o serve? E sempre nos sentimos bem e felizes quando alguém precisa de nós. As pessoas procurar-nos-ão com maior confiança e liberdade quando souberem que podem contar conosco.

E se o mundo resolver sentir a necessidade que temos de pessoas amigas; começar a se olhar nos olhos, não com crítica, não com censura, não com ar de autoridade ou posse, mas com sensibilidade e amor, dando-se as mãos, começando a compreender as falhas uns dos outros, dando a cada um o direito de viver a sua vida, aprendendo a servir uns aos outros, então, o mundo será um mundo de paz e tornar-se-á um refúgio mais alegre e mais doce, e a vida será muito mais fácil de viver.

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