Redação vencedora do concurso “Viver a cidadania”, promovido pelo Instituto Liberal de São Paulo, em 1994.
Sempre me pergunto por que as pessoas são tão insensíveis, por que a guerra, por que o ódio, destruindo tantas coisas belas e maravilhosas. Por toda parte só há maldade, inveja e egoísmo. É incrível notar que, depois de tanto progresso científico, o homem ainda não aprendeu a viver em paz com seu semelhante. Isto porque não sabe o valor que o ser humano tem. São pessoas que aprenderam a seguir o impulso dos seus instintos; só pensam em si, na satisfação dos seus prazeres, sem se importarem com o que sofrerá o seu próximo com as consequências dos seus caprichos.
Precisamos ver o mundo,
não como se estivesse à nossa disposição para dele desfrutarmos, mas vê-lo
como que precisando dele; não podendo perdê-lo por nada, pois tudo é
importante para nós.
Sempre disse que o maior
problema do mundo é a incompreensão. Esse é o
mal do mundo porque visamos somente os nossos interesses. Há
falhas e erros no ser humano, não vou negar, mas se todos temos falhas, por que
não ver que há um porquê para tudo que acontece ao nosso
redor?
A sensibilidade nos ajuda a
viver bem e em paz. Ser cordial e amigo, ser solícito, o que não é nenhuma
humildade, mas sim, nobreza. Pois, quem é o maior, o que está doente ou o que o
serve? E sempre nos sentimos bem e felizes quando alguém precisa de nós. As
pessoas procurar-nos-ão com maior confiança e liberdade quando souberem que
podem contar conosco.
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