NOS
PRIMEIROS SÉCULOS havia uma única comunidade cristã; Jesus havia dito: “Onde
estiverem dois ou três reunidos
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O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e
evangelistas como Policarpo, Ignácio, Papias, Justino, Irineu, Orígenes,
Euzébio, João Crisóstomo, Cipriano, bispo de Cartago e outros.
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Entre eles não havia maiores, embora Tertuliano, advogado cristão tenha acusado
o bispo Calixto de “querer ser o bispo dos bispos!” (ano 208).
O
CATOLICISMO começou a tomar forma no ano 325 quando o Imperador romano
Constantino “convertido” ao cristianismo convocou o 1º Concílio das Igrejas que
foi dirigido por Hósia Córdova com 318 bispos presentes. Esses bispos eram
cristãos. Ainda não havia catolicismo romano.
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Constantino construiu a IGREJA DO SALVADOR num bairro nobre de Roma chamado
Vaticanus, os bispos (papas) de então construíram vários palácios ao redor da
igreja formando o Vaticano que hoje existe.
A
igreja recebeu o nome de “Católica” somente no ano de 381, no Concílio de
Constantinopla com o decreto “CUNCTOS POPULOS” dirigido pelo Imperador Romano
Teodósio. Devido as alterações que fez deixou de ser apostólica e não sabemos
como pode ser Romana e Universal ao mesmo tempo. (Ver História Ecles., Tom. I
pg. 47, Riváux).
Até
o século V não houve “papa” como conhecemos hoje, esse tratamento de ternura
começou a ser aplicado a TODOS os bispos a partir do ano 304. (Cônego Salin,
Ciência e Religião. Tom. 2 pg. 56).
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Naqueles tempos ninguém supunha que “S.
Pedro foi papa” fora casado e não teve ambições temporais; os líderes do
Cristianismo depois dos apóstolos foram os bispos, os pastores e evangelistas.
Uma relação de “papas” começando com o apóstolo Pedro é falsa, foi forjada para
valorizar os papas.
As
Igrejas que eram livres começaram a perder autonomia com o papa Inocêncio I, no
ano 401, que dizendo-se “governante das
Igrejas de Deus exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele!”
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O Papa Leão I, no ano 440, é mencionado pelos historiadores como o primeiro
Papa; procurou impor respeito prescrevendo que “RESISTIR SUA AUTORIDADE SERIA
IR DIRETO PARA O INFERNO! Nessa situação confusa houve porfia entre os bispos
de Constantinopla com o de Roma sobre a liderança do Cristianismo quando
interveio o Concílio de Calcedônia, ano 451, que concedeu “direitos iguais a ambos!”
O
papado como conhecemos desenvolveu-se gradativamente sustentado a princípio
pelo Império Romano; é intruso no cristianismo e não se enquadra na Bíblia, mas
é identificado nas Sagradas Escrituras como “Ponta Pequena” (Daniel 7:8).
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O ESTADO TERRITORIAL DO VATICANO teve origem com o papa Estevão II, anos 741 –
52, que instigou Pepino, o Breve e seu Exército à conquistar territórios da
Itália e doá-los à Igreja. – CARLOS MAGNO, pai de Pepino confirmou a doação no
ano 774 elevando o catolicismo a posição de poder mundial, surgindo o SANTO
IMPÉRIO ROMANO sob a autoridade do Papa-Rei; esse império durou 1.100 anos.
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Carlos Magno, já velho, arrependeu-se por doar territórios aos papas,
agonizando sofria horríveis pesadelos e lastimava-se assim: “Como me justificar diante de Deus pelas
guerras que irão devastar a Itália, pois os papas são ambiciosos, eis porque se
me apresentam imagens horríveis e monstruosas, que me apavoram, devo merecer de
Deus um severo castigo:. (Pillati, Ed. Thompesson, Tom. III, pg 64. Londres
1876).
Extraído do "Documentário Estado do Vaticano"
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